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Editorial por ANTONIO MIRANDA
 

LIVROS EM EXCESSO

Editorial por ANTONIO MIRANDA

 

“Dizer por se aprender a dizer”
     (Homero)
“Dizer nem o que dizer”  
(Berkeley)
“Dizer para não ser”
(Shakespeare)
“Dizer só por dizer”
(Pound)  

 

Não há mais tempo para ler os grandes livros da Humanidade. Talvez nem valha a pena. Livros em demasia, em excesso, repetitivos.

É lógico que existem livros imprescindíveis, livros imorredouros, verdadeiras obras-primas. Mas até mesmo os clássicos, até mesmo os livros sagrados, até os códigos dos saberes mais essenciais, é possível viver sem eles.
Dizem que São Francisco de Assis chegou a aborrecer-se de todas as obras profanas e até das sagradas escrituras.
Chegou a pregar a renúncia total do conhecimento registrado, pregando a comunhão absoluta com a natureza.
Nada de juízes, de bispos, de professores. Falar diretamente com os pássaros, dialogar com os lobos, ouvir os ventos e as plantas, fontes da vida.

Minha biblioteca está repleta de livros. Lia a maioria deles, alguns nem cheguei a desvendá-los, raramente foi possível relê-los. Queria ter mais tempo para a leitura, com mais tempo para os meus amigos, mais tempo para as minhas plantas, mananciais inesgotáveis de sabedoria.
Tenho aprendido mais dos ignorantes, dos incrédulos, dos ímpios do que dos acadêmicos, dos jornalistas, dos escritores profissionais e dos conferencistas.
Uma garota que eu conheci numa biblioteca do Riacho Fundo (DF), disse-me que preferia escrever a ler.
Não sei até que ponto a gente escreve ou reescreve sobre o que já leu, em que medida a gente cria ou reproduz, mas é de supor-se que o ato de escrever pressupõe algum nível de originalidade, de ineditismo, tanto na forma quanto no conteúdo.
Gastei muitas horas para ler a Montanha Mágica e mais ainda para enfrentar o Ulisses moderno. Grandes livros.
Thomas Mann e James Joyce tomaram o tempo de muita gente. Imaginemos o tempo gasto, por milhares de leitores, para ler A la recherche du temp perdu. Que bela e fina ironia, a de Proust...

Penso seriamente na aventura ciclópia de escrever as minhas memórias (e já completei 12 cadernos...). Dez ou vinte, em ordem cronológica inversa, da morte ao nascimento, culminando nos anos dourados, um tanto idiotas, devo confessar, de minha juventude.
É óbvio reconhecer que escrever sobre a juventude é uma forma de reviver ou, melhor ainda, de melhorá-la.
Fatos e incidentes absolutamente triviais, podem elevar-se a níveis de excelência, beleza e até extraindo significados das próprias banalidades. Mas vale a pena!?!?


 

 

 
 
 
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